Na Mídia | Folha de S. Paulo | Caso do cão Orelha

Ausência de fratura no crânio não afasta agressão no caso do cão Orelha, dizem especialistas

Laudo pericial não identifica causa da morte, mas especialistas dizem que traumas fatais podem ocorrer sem deixar marcas no esqueleto

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A ausência de fraturas no crânio não afasta automaticamente a hipótese de agressão no caso do cão Orelha, morto em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis, afirmam especialistas ouvidos pela Folha. O laudo pericial elaborado após a exumação do animal não identificou a causa da morte, mas também não descartou a possibilidade de trauma.

O exame foi realizado quando o corpo já estava em fase de esqueletização, o que limitou a análise à estrutura óssea. Os peritos registraram não ter constatado fraturas ou lesões que pudessem ter sido causadas por ação humana, nem vestígios que sustentassem a hipótese difundida nas redes sociais de que um prego teria sido cravado na cabeça do animal.

No próprio documento, contudo, os peritos afirmam que a ausência de fraturas não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico, destacando que muitos traumas não deixam marcas ósseas, embora possam levar à morte.

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