Na Mídia | Viva Estadão | Cão Orelha

Cão Orelha: o que leva adolescentes a terem comportamentos violentos?

O que a minissérie “Adolescência”, da Netflix, e as agressões contra o cão Orelha têm em comum? Ambos evidenciam jovens como autores de condutas violentas. No caso da minissérie, as redes sociais foram o espaço de discursos de ódio e misoginia, consumidos por um adolescente de 13 anos, vítima de bullying, que foi acusado posteriormente de assassinar uma colega de escola.

Agora, o debate sobre o papel da internet no fomento de ações e condutas violentas contra grupos vulneráveis foi reacendido pelo caso do Orelha, cão comunitário torturado e assassinado na Praia Brava, em Florianópolis, em que os acusados são quatro adolescentes.

Apesar de a Polícia Civil de Santa Catarina não ter confirmado a ligação dos suspeitos com grupos virtuais de incentivo à violência, entidades e defensores dos direitos dos animais e da criança e do adolescente apontam que o ambiente on-line é, recorrentemente, um espaço de exposição a conteúdos violentos, incluindo agressões contra os animais.

Os alvos costumam ser grupos vulneráveis, como animais em situação de rua, mas se estendem para meninas, coagidas a postar fotos íntimas ou praticar automutilações, entre outros “desafios” incitados no ambiente virtual.

Não é novidade no País a ocorrência de casos de tortura animal protagonizados por menores de idade, desafiados em comunidades virtuais. Em abril do ano passado, um adolescente de 15 anos do interior de São Paulo foi apreendido por transmitir agressões e maus-tratos a gatos no Discord, aplicativo de conversa bastante utilizado pelo público adolescente.

Outro caso mais recente, no começo deste ano, foi denunciado ao VIVA por uma rede de protetores de animais. Esse grupo realizava sacrifícios de animais e divulgava as imagens no Instagram, TikTok, Telegram e em um grupo privado no Discord.

A denúncia foi encaminhada para delegacias do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Segundo a rede, uma das torturas teria sido realizada por uma menina de 14 anos, enquanto o líder do grupo é apontado como um homem de 19 anos.

Até o fechamento desta reportagem, nenhuma das plataformas digitais se pronunciou.

Confira a íntegra na matéria Viva – Estadão (clique aqui).